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OS 10 MANDAMENTOS DO SOCORRISTA

1 - Mantenha a calma.

2 - Tenha em mente a seguinte ordem desegurança quando você estiver prestando socorro:
· PRIMEIRO EU (o socorrista)
· DEPOISMINHA EQUIPE (Incluindo os transeuntes)
· E POR ÚLTIMO A VÍTIMA

Isto parece ser contraditório a primeira vista, mas tem o intuito básico de não gerarnovas vítimas.

3 - Ao prestar socorro, é fundamental ligar aoatendimento pré-hospital de imediato ao chegar no local do acidente. Podemos porexemplo discar 3 números: 193 (número do corpo de bombeiros da cidade deSalvador).

4 - Sempre verifique se há riscos no local, para você esua equipe, antes de agir no acidente.

5 - Mantenha sempre o bom senso.

6 - Mantenha o espírito de liderança, pedindo ajuda eafastando os curiosos.

7 - Distribua tarefas, assim os transeuntes que poderiamatrapalhar lhe ajudarão e se sentirão maisúteis.

8 - Evite manobras intempestivas (realizadas de formaimprudente, com pressa)

9 - Em caso de múltiplas vítimas dê preferência àquelasque correm maior risco de vida como, por exemplo, vítimas em paradacárdio-respiratória ou que estejam sangrando muito.

10 - Seja socorrista e não_ herói (lembre-se do 2omandamento).


PARADA CÁRDIO-RESPIRATÓRIA

O que acontece

Além de apresentar ausência derespiração e pulsação, a vítima também poderá apresentar inconsciência, pelefria e pálida, lábio e unhas azulados.

O que não se deve fazer

· Não dê nada àvítima para comer, beber ou cheirar, na intenção de reanimá-la.
· Só aplique osprocedimentos que se seguem se tiver certeza de que o coração não estábatendo.

ProcedimentosPreliminares

Se o ferido estiver de bruços ehouver suspeita de fraturas, mova-o, rolando o corpo todo de uma só vez,colocando-o de costas no chão. Faça isso com a ajuda de mais duas ou trêspessoas, para não virar ou dobrar as costas ou pescoço, evitando assim lesionara medula quando houver vértebras quebradas. Verifique então se há alguma coisano interior da boca que impeça a respiração. Se positivo, retire-a.

Ressucitação Cárdio-Pulmonar

· Com a pessoa no chão,coloque uma mao sobre a outra e localize a extremidade inferior do osso verticalque está no centro do peito.

· Ao mesmo tempo, umaoutra pessoa deve aplicar a respiração boca-a-boca, firmando a cabeça da pessoae fechando as narinas com o indicador e o polegar, mantendo o queixo levantadopara esticar o pescoço.

· Enquanto o ajudanteenche os pulmões, soprando adequadamente para insuflá-los, pressione o peito aintervalos curtos de tempo, até que o coração volte a bater.

· Esta seqüência deveser feita da seguinte forma: se você estiver sozinho, faça dois sopros para cadadez pressões no coração; se houver alguém ajudando-o, faça um sopro para cadacinco pressões.


Trauma de Ossos e Articulações

I - INTRODUÇÃO

Os ossos são estruturas rígidas de sustentação que quandounidas em sua posição apropriada formam o esqueleto.

São em número de 206 e tem como funções a proteção de órgãosnobres, como local de inserção de músculos e outras estruturas e na delimitaçãodas formas das pessoas.

Dessa forma, agressões que atinjam nosso corpo, muito comumenteprovocam conseqüências nos próprios ossos ou em seus pontos de contato: asarticulações.

II - FRATURAS ÓSSEAS

O comprometimento ósseo mais comum em conseqüência de umimpacto seria a fratura, que nada mais é que uma rachadura no osso que abranjatoda sua espessura, ou parte dela.

A vítima portadora deste problema informará sentir dor naregião que aumenta com as movimentações, incapacidade de movimentar a estrutura,como um braço e poderá possuir uma deformação no local comprometido.

A conduta, neste caso, será localizar a porção lesada e, commínimo de movimentos da vítima, imobilizar provisoriamente a fratura da formaque estiver, encaminhando o acidentado para uma avaliação ortopédica definitiva.

A mobilidade dos fragmentos ósseos, além de dolorosa, podeaumentar a lesão com rompimento de vasos, nervos e até mesmo a pele,transformando uma fratura que era interna em externa .

III - LESÕES ARTICULARES

Toda vez que o local da pancada for uma articulação, como o joelho, cotoveloou o tornozelo, pode ocorrer um entorse ou uma luxação no local, que sãotratados da mesma forma.

A conduta consiste na imediata imobilização da estrutura que deve permanecerem repouso e, se possível, a um nível maior que o restante do corpo, além dacolocação de gelo na região.

Tais medidas diminuirão a dor da vítima e o edema (inchaço) do local. Valelembrar que, assim como nas fraturas, as lesões nas articulações que deformarema estrutura da região não devem ser corrigidas e sim imobilizadas da forma queestão e encaminhadas ao serviço médico.

IV - MECANISMOS DE IMOBILIZAÇÃO

Quase todas as lesões emarticulações e ossos possuem como conduta a imobilização da estrutura para adiminuição da dor da vítima, estabilização da ferida e para não aumentar oproblema.

Esta imobilização deve ser feita principalmente com estruturas rígidas comotábuas, canos, galhos, palitos, papelão ou mesmo com a parte íntegra do corpo davítima, como usar uma perna para imobilizar a outra.

Como princípio geral, a imobilização deve abranger não somente o sítio dalesão mas também todos os lugares que se relacionem a ele na elaboração de algummovimento.

Serão vistas algumas técnicas de imobilização de fácil elaboração commateriais comuns.
Imobilização do pulso, antebraço e ombro.

As figuras a seguir dizem respeito a imobilização do antebraço e da mão quedeve ser realizada inicialmente com a estabilização do membro pela própriavítima, aproximando o antebraço ao corpo enquanto se improvisa algum instrumentode sustentação.

- Um jornal dobrado, um pedaço de papelão ou uma tala de madeira podem serutilizadas.
- Este suporte deve ser colocado debaixo do antebraço e fixado com tiras depano ou material similar, sempre tomando cuidado para não apertar muito aestrutura. Estas tiras de pano podem ser conseguidas se rasgando peças de roupa.
- Em seguida coloque um pedaço de pano dobrado de forma triangular debaixo dobraço machucado para simular uma tipóia.
- Levante o antebraço até a altura da mama e amarre a tipóia ao lado dopescoço para não machucar a vítima. Caso tenha um alfinete, use-o para fechar atipóia perto do cotovelo ou apenas dê um nó neste local.
- Existindo também uma lesão no ombro pode-se conseguir uma boa imobilizaçãodo mesmo passando-se uma tira larga de pano em torno da tipóia, prendendo obraço junto ao tórax e assim limitando os movimentos do ombro.
- Agora a vítima pode ser transportada com segurança até o serviço médico ondeterá os cuidados definitivos


Imobilização de uma perna ou coxa

No caso de lesões nas pernas, não se tendo uma tábua comprida que sirva detala ou algo semelhante pode-se conseguir uma boa imobilização com a utilizaçãodo outro membro.
Inicie colocando 5 tiras de pano por baixo do joelho da vítima paraposteriormente as distribuir pela perna da vítima. Deve-se tomar cuidado paradeixar o local da possível lesão livre das tiras.
Existindo uma toalha ou um cobertor no local, faça um rolo com ele e ocoloque entre as pernas do acidentado.
Por fim amarre as tiras entre a pernas da vítima,distribuindo-as 2 delimitando a lesão, uma próxima ao tornozelo, uma acima ouabaixo do joelho e a última superiormente na perna.