Volta ao Trabalho
Mais de 50% das mães de bebês ou de crianças em
idade pré-escolar trabalham fora de casa. Os motivos
para voltar ao trabalho são muitos: necessidade
financeira, atualização na carreira ou mesmo por
gostarem do que fazem. Apesar da emancipação da
mulher ter sido uma das maiores evoluções do século
XX, esse rápido progresso trouxe mudanças
significativas na relação entre mães e filhos.
De acordo com a psicóloga Keila Gonçalves, a mudança
do papel social da mulher ocasionou conflitos com o
papel de mãe. “Muitas delas não souberam medir,
dividir e conciliar seus papéis”. E como a relação
das crianças com a mãe é a matriz de todas as outras
relações que os pequenos terão durante a vida, é
necessário muito cuidado para não deixar as diversas
funções que precisam ser desempenhadas no dia-a-dia
das mulheres modernas passarem por cima da dedicação
de que seu filho precisa.
O sofrimento das crianças é intenso quando isso
ocorre. Muitas vezes, esse descaso é uma das causas
do desenvolvimento de doenças de adultos nos
pequenos, como depressão, úlcera, hipertensão, entre
outras. “Quando a criança pede para acompanhar a mãe
no trabalho, o melhor a ser feito é interpretar o
comportamento e analisar se ele não está tentando
resgatar a mãe, que considera ter perdido para o
trabalho”, explica a psicóloga.
Porém, é possível que a garotada cujas mães
trabalhem fora de casa apresentem um desenvolvimento
emocional tão bom quanto as outras crianças. Os
benefícios para a criança da mãe que trabalha fora
incluem aumento de independência, responsabilidade e
maturidade. Crianças pequenas de mães que trabalham
apresentam, muitas vezes, mais oportunidade de
aprender a confiar em outros adultos e a negociar
melhor com igualdade. Isso acontece quando os pais
proporcionam uma pessoa que possa fornecer educação
consistente ao cuidar de seu filho. |
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